Do desenho à produção em série: o que avaliar ao desenvolver uma peça de borracha para o setor automotivo

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Desenvolver uma peça técnica de borracha para o setor automotivo envolve muito mais do que transformar um desenho em um componente físico.

Antes de chegar à produção em série, é necessário avaliar a aplicação, definir materiais e processo, desenvolver o ferramental, produzir amostras, realizar controles e atender aos requisitos de homologação do projeto.

Em uma cadeia na qual qualidade, segurança e repetibilidade são fundamentais, decisões tomadas nas primeiras etapas podem influenciar todo o desempenho produtivo posterior. Por isso, compreender a importância das peças de borracha na indústria automotiva ajuda a visualizar o papel desses componentes dentro dos diferentes sistemas de um veículo.

1. Tudo começa pela aplicação

O desenho técnico é uma referência fundamental, mas as dimensões da peça são apenas parte das informações necessárias para um novo desenvolvimento.

É preciso entender qual função o componente terá no conjunto e em quais condições irá trabalhar. Temperatura, contato com óleos, combustíveis ou outros fluidos, pressão, abrasão, vibração, deformação, envelhecimento e esforço mecânico são exemplos de fatores que podem interferir no desempenho esperado.

Quando o desenho não está disponível, uma amostra também pode servir como ponto de partida para avaliação e desenvolvimento.

2. A escolha do elastômero depende das condições de trabalho

NBR, EPDM, SBR, silicone, FPM e outros elastômeros apresentam propriedades distintas. Mas escolher apenas a família do material não encerra a especificação.

Formulação, dureza e demais características do composto precisam estar relacionadas às exigências da aplicação. É por isso que o desenvolvimento de uma peça técnica deve relacionar material, geometria e condições reais de utilização.

Na Precibor, o desenvolvimento de compostos faz parte desse processo, permitindo avaliar a formulação de acordo com as necessidades específicas de cada projeto.

3. O ferramental também faz parte do desenvolvimento da peça

Definidos produto e material, chega uma etapa decisiva para transformar o projeto em processo produtivo: o desenvolvimento do molde.

O ferramental influencia aspectos como geometria, dimensões, processo de fabricação e produtividade. Na Precibor, a ferramentaria própria permite projetar, confeccionar, ajustar e testar moldes internamente, integrando essa etapa ao desenvolvimento da peça.

A precisão da produção começa antes da borracha entrar na máquina. Começa no ferramental.

4. Protótipo aprovado não significa processo concluído

Chegar a uma primeira peça conforme o esperado é um marco importante, mas ainda existe uma pergunta essencial: o processo consegue reproduzir esse resultado de maneira consistente?

Quando o objetivo é chegar à produção seriada , não basta avaliar uma unidade isoladamente. Parâmetros do processo, comportamento do composto, ferramental, dimensões e características físicas precisam ser acompanhados para que o desenvolvimento avance para uma condição produtiva controlada.

5. Ensaios e documentação fazem parte da homologação

A avaliação de uma peça técnica não deve depender apenas da inspeção visual. Dependendo dos requisitos definidos para o projeto, podem ser necessários ensaios para verificar propriedades do composto e do produto.

A Precibor possui laboratório para testes em matérias-primas, compostos e produtos , com recursos para avaliação de propriedades físicas e emissão de relatórios. A empresa também trabalha com PPAPs, conforme as exigências aplicáveis ao projeto.

6. Do desenvolvimento à produção em série

Existe uma diferença importante entre conseguir fabricar uma peça e estabelecer um processo preparado para fabricá-la repetidamente. Por isso, a capacidade produtiva deve entrar na discussão ainda durante o desenvolvimento.

Geometria, ferramental, composto e processo precisam considerar não somente o primeiro lote, mas também a continuidade da produção.

A Precibor fabrica peças técnicas e especiais de borracha prensadas ou injetadas, com ou sem insertos, reunindo desenvolvimento, ferramentaria, laboratório, qualidade e produção em uma estrutura industrial integrada.

Uma cadeia automotiva orientada a desenvolvimento e inovação

O momento do setor reforça essa discussão. Em novembro de 2025, o MDIC informou que sete programas prioritários ligados ao Mover e ao antigo Rota 2030 haviam financiado 580 projetos de PD&I em cinco anos, com R$ 1,8 bilhão captado e participação de mais de 500 empresas e 200 instituições de ciência e tecnologia.

Em fevereiro de 2026, o BNDES informou R$ 11,9 bilhões em crédito aprovado para o setor automotivo entre 2023 e 2025, dos quais mais de R$ 3,5 bilhões foram destinados a autopeças. O banco relaciona esse apoio a inovação, competitividade, descarbonização e novas tecnologias.

O próprio Mover estabelece requisitos e incentivos relacionados à eficiência energética, inovação e produção tecnológica, enquanto habilitações recentes incluem fabricantes de autopeças e projetos de relocalização.

Para fornecedores, esse ambiente reforça a necessidade de combinar conhecimento técnico, controle de processo e capacidade industrial. Para uma peça de borracha, significa pensar além do componente isolado: do desenho à produção em série, cada decisão deve contribuir para uma solução adequada à aplicação e produzível com consistência.

Tem um novo projeto em desenvolvimento?

A Precibor desenvolve e fabrica peças técnicas e especiais de borracha a partir de desenho técnico, amostra ou necessidade de aplicação.

Com ferramentaria própria, laboratório, controle da qualidade e estrutura produtiva, acompanhamos diferentes etapas do desenvolvimento até a produção.

Envie seu desenho, amostra ou apresente a necessidade da aplicação e converse com nossa equipe técnica.

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Perguntas frequentes

O que deve ser avaliado antes de fabricar uma peça de borracha?

Além do desenho, é importante considerar função, temperatura, fluidos, esforços, ciclo de trabalho, material, geometria, ferramental, requisitos de controle e condições de produção.

Por que o ferramental é importante para a produção em série?

Porque o molde participa diretamente da geometria, do processo, do controle dimensional e da produtividade. Seu desenvolvimento precisa estar conectado às condições de fabricação.

Qual é o papel do PPAP no desenvolvimento automotivo?

Quando exigido pelo cliente ou projeto, o PPAP reúne evidências e documentação para apoiar o processo de aprovação da peça e do processo produtivo. O escopo aplicável deve ser definido para cada projeto.

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